sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O tal…

Tantas e tantas vezes usamos esta expressão quando estamos apaixonados ou simplesmente atraídos por alguém. Fazemo-lo naturalmente, muitas vezes suspirando… Sonhando e esperando que aquela felicidade nunca acabe. Que aquele momento de pura cumplicidade dure…e dure…e dure… Convencemo-nos que “aquele(a)” é o(a) tal muitas vezes para nos sentirmos seguros, mais confiantes e entusiastas…mas n fundo temos aquela noção/receio que um dia aquela felicidade irá acabar. Que aquele(a) foi mais um(a) por quem nos apaixonámos e nos entregámos de corpo e alma. A quem dedicámos parte da nossa vida, mimámos e demos atenção. Foi apenas mais um(a), Foi apenas mais uma parte de nós que morreu, que pura e simplesmente deixou de existir. Foi apenas mais uma dor a que o nosso coração teve que resistir, ganhar forças para continuar a “bater”, para continuar vivo… Foi apenas mais uma dor que nos fez sentir cada lágrima que deixámos fugir, que nos fez sentir completamente à nora…perdidos! Foi apenas mais um(a).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pequena marioneta...

Penso, e repenso e volto a pensar, não o consigo evitar. Como que um robô que não tem vontade própria, que não tem liberdade de escolha. Como que uma marioneta que manuseiam sem qualquer hesitação.

Sou como uma pequena marioneta que usam e abusam a qualquer momento, a qualquer hora, sem que ela lhes consiga dizer que não, sem que ela lhes consiga dizer que a estão a magoar, a desgastar... Ela é ingénua, é pura e pensa que todos são como ela. Na realidade ela quer apenas agradar, quer que gostem dela, quer ajudar, quer...

Sou como uma pequena marioneta que depois de usada e abusada até ao limite se deita fora, no lixo, sem qualquer pena, sem qualquer pudor. Ora, afinal, é fácil de substituir, de trocar, nada nela é importante, nada nela merece consideração. É totalmente banal. Como que uma rotina que queremos quebrar. Como que um mero objecto que não tem personalidade, que não tem sentimentos.

Se ela não existisse ou desaparecesse ninguém notaria pela sua falta, ninguém sentiria a sua ausência, pois afinal não passa de um mero objecto que, por a caso, tem vida!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Petit regard...

Bon, aujourd'hui j’ai décidé d'écrire un texte ‘différent’. Oui, un texte écrit en français… Tu es déjà en train de penser ‘celle-ci n'est pas normal’ ou mieux encore, tu es peut-être à la belle-fille ce que, sincèrement, me donne l'envie de rire, non par mal mais pour trouver plaisanterie à la situation. Et pourquoi ne pas écrire en portugais qui serait bien plus facile?! Bien, parce qu'aujourd'hui je me sens vraiment bien, je ne sais pas pourquoi, ou peut-être oui, on sait jamais…

Je me sens capable de tout. Capable de renverser tout obstacle qui s'osait dans mon chemin. J'ai envie de sourire, rire aux éclats de rire, de vous provoquer avec mes conversations plus perverses, plus… vous comprenez!

J'ai envie de danser, je VEUX danser. Je veux me sentir libre comme jamais. Je veux sentir que chaque mouvement, chaque geste, chaque sourire, chaque regard représentent mon existence, tout ce que je suis.

Je sens qu'aujourd'hui j'ai récupéré mon regard. Celui qu’on disait tout transformer, qu’on disait tout réussir, qu’on disait d’être le miroir de mon âme. Qu’on disait briller plus que tout. Ce regard profond et intense…

J'ai envie de rêver. Rêver, rêver et rêver… J'ai envie de voir des films de Disney, histoires de fées qui de telle façon me font rêver. Histoires de fées qui me font rêver avec un prince enchanté.

J'ai envie de tout! Je veux tout. Je veux vivre cette vie au maximum. Je veux vivre avec intensité, je veux vivre…

Je suis différente?! Oui je le suis! Je suis moi-même…et concernant cela, rien vous pourrez faire.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pensamentos...

Às vezes começo a pensar…começo a pensar no porquê de existir, no porquê desta vida, no porquê de lutarmos todos os dias, no porquê de tudo mesmo! E no fim, acabo com o sistema todo baralhado e sem conclusão à vista.
É uma sensação tão estranha, tão…tão incrível ao mesmo tempo. Questiono-me se serei a única a pensar nisto, a ir tão mais além no pensamento, tão mais além na vida. E digo-me: ‘Só podes ser paranóica, é que ninguém pensa nisso, é que ninguém pensa no que será depois de morrer! Hey acorda para a vida real.’ Mas ao mesmo tempo fico com aquilo na cabeça e digo ‘Ok. Vamos com calma. Por partes…’. Começo o meu raciocínio e tudo vai fazendo algum sentido mas chego àquela parte e parece que não sai mais nada, parece que o meu cérebro pára, como se fosse um mistério que ninguém devesse desvendar. Mas é que pára mas não nas especulações, muito pelo contrário, os pensamentos invadem-me e não os consigo orientar, coordenar, dar-lhes sentido, nada! Fico ali como que paralisada a tentar perceber cada ideia que me bombardeia, até que abano a cabeça e respiro fundo…’não já chega, não vou pensar mais nisto, não vale a pena, não chegas a nenhuma conclusão’ fico desiludida porque mais uma vez não consegui perceber o porquê de tudo! Porque é que a vida é assim e não de outra maneira?! Porque é que existimos?! Porque é que temos esta forma?! Porque é que… O que serei eu daqui a milhares de anos, daqui a uma infinidade de tempo?! Outra vida?! Outra oportunidade de viver neste ou noutro mundo?! Juro que estas e muitas outras perguntas se instalaram em mim e não parecem ter bilhete de partida. A vida é tão estranha quando reflectida desta forma, quando reflectida tão profundamente. Parece que vamos mesmo ao mais profundo dos segredos, ao mais profundo dos mistérios, aqueles que parecem impossíveis de decifrar, aqueles…aqueles que nos queimam os neurónios...    Dou por mim muitas e muitas vezes a pensar nisto! E depois não é só esta questão. Há também aquela típica do ‘Haverá vida noutro planeta? Haverá vida noutra galáxia? Seremos os únicos habitantes deste Universo sem fim?’, mas em relação a esta a minha opinião já é minimamente diferente…

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Perdida...

Sinto-te distante. Sinto que a cada minuto que passa estás mais longe, como que a fugir. Porquê? Porquê agora? Não percebo. Juro que nao percebo. Sinto-me à nora. Completamente perdida neste mundo de injustiça e crueldade. Neste mundo em que tudo parace não fazer sentido. Só queria ser normal. Que me tratassem como tal. Posso não ser a melhor pessoa mas penso que não mereço metade do que me fazem. Tento ajudar, estar sempre aqui quando precisam e qual é a minha recompensa?! Respostas agressivas e actos de total ignorância. Como se não existisses. Como se fosse transparente nos momentos em que não sou útil. Nos momentos em que não me usam para atingir um fim. Às vezes sinto-me mesmo um imperativo hipotético! Sinto-me banal e sem qualqur interesse. Sem qualquer interesse para que gostem de mim e me dêem um pouquinho de atenção. Sim eu preciso de atenção. Eu careço de atenção!  Careço que gostem de mim tal como sou, que me apoiem, que me digam que sou importante, que sou indispensável, que sem mim seria diferente, que me dêem mimo, que me apreciem, que me digam o quão gostam de mim. Sim eu preciso de muita coisa! Preciso de muito e muito mais! Afinal, não sou a pessoa que pretendo demonstrar. Não sou forte, não sou resistente, muito pelo contrário. Sou frágil, sensível, prestes a partir a qualquer momento, como que uma boneca de porcelana que se danifica e parte se não cuidada com atenção e carinho. Eu luto com todas as minhas forças para resistir a toda esta pressão. A toda esta falta de cuidado que me destrói a cada dia que passa. Que destrói e fragilisa os meus objectivos, as minhas crenças, as minhas convicções. Tudo aquilo em que acredito! Estou tão cansada...sem qualquer equilíbrio, sem qualquer motivação! Só queria que as coisas mudassem...que voltassem a ser como antes, que não me ignorasses. Será pedir demais?! :$